Bactérias em solução nutritiva

Eu sou barreira, carrapicho e maruim
Mas quando eu nasci já era a vossa república
Eu sou risadas exageradas e engasgadas em grãos de milho, guaraná Frevo
Mas 'ri mais baixo' e 'queijo não se corta assim'
Eu falo centenas de línguas em uma só, incluso a vossa, incluso o português lindo de minha vó
Mas, quando eu falo, a sintaxe faz rir
Eu tomei banho de pipoca e me curei
Mas as minhas pessoas são burras por ter deus

Entre mim e vós, quem não entendeu o que é cultura?
Quem não estudou o suficiente pelos vossos livros?

Des doigts rongés

Des persiennes blanches toutes petites en matériel plastique rugueux qui intimident des doigts excités pour les manier
Des doigts rongés jusqu'à leur bout, la tête surchauffée, le regard dans un point fixe du plancher
Le sommeil est le prix de l'être dépressif, et quelquefois il ne peut même pas en être lauréat
Des doigts rongés qui s'efforcent tendus, la respiration qui s'arrête ; des périodes complexes et interminables, une terrible dissolution d'idées vagues, confuses, hermétiques, fugaces, superbes
Peur inexplicable de ce qui advient
Il n'y a rien de pire sur Terre que de n'être pas libre

Homens-demônios

Já nascem contaminados os olhos dos meninos que olham encucados para todos os lados.
São os demônios do grupo e disso se faz muito bem alarde convencionais.
Não unicamente grandes instituições que se sustentam sobre ideais conservadores, mas os pequenos grupos, esses tão bem mesclados entre gritos juvenis de falsa liberdade e revolução.
Não são aceitos, são doentios. Os seus prazeres estão direta e indiretamente na morte e tudo o que depois dela vem. A vida e a materialidade não os basta; são bastante susceptíveis ao torpor químico e a tudo que os transporta para outras condições se não a humana.
O homem-demônio é fascinado pelo poder porque o seu maior objetivo com tal coisa é ser responsável pela destruição de tudo; como uma criança que quebra todos seus brinquedos.
A atividade de ser lhes limita e lhes possibilita, e tão bem o sabem como a abraçam no sentido continuar usufruindo do prazer mórbido que a demonidade lhes proporciona.
São vítimas de uma complexa operação teste; se tudo é luz e fogo, são os querem que tudo se exploda que são mais evoluídos em consciência, a contrário do que exalta a moral.

Dedos roídos

Persianas brancas pequeninas de material plástico rugoso que intimidam dedos excitados por manejá-las
Dedos roídos das pontas, cabeça superaquecida, olhar fixo em um ponto no chão
O sono é o respaldo do depressivo e nem de tal liberdade é por vezes agraciado
Dedos roídos que se esforçam tensionados, a respiração que pára; períodos complexos e inacabáveis, uma terrível dissolução de ideias vagas, confusas, herméticas, fugazes, soberbas
Medo inexplicável do que advém
É a pior coisa do mundo não ser livre

Colineares

Um traço traçado entre as traças entre laçadas.
Nos ossos, nos poços, dos troços, nos destroços. 
Um traço traçado três vezes entre as trombetas, 
as três varetas, as três lambretas, as três varetas, as três lombretas.
Um traço traçado entre nós, entre três pontos.
Três pontos, três nós e um traço entre os pontos.

Galanteador(as?)

Tuas curvas delicadas seduz os transeuntes
Que se protuberam, inúmeros pretendentes
O espinho contundente, as calçadas fluidas
Uma multidão de pinto duro, ornamento compulsivo

Digas-me como te dizer
Que, no fundo, eu adoraria quebrar
Aqueles que te atrapalham
De vê-los esporrar

Um a um, em sequência, ou até mesmo todos de coração
Para o maior prazer daquela que se morre

Sem obrigações notáveis, tu já viste
Capturá-las uma a uma no meio da rua?

Em comparação com as expectativas, a aquelas mesmas pessoas
Que se acusa de reverberar suas suntuosas produções

Conte-me ainda, como, no metrô, observando um velho perverso,
Tu imediatamente ficas molhada,
Conte-me ainda como tu masturbas estes dois jovens viajantes, na igreja do quarteirão

Meu deus, se eu soubesse, eu precisava um pouco daquilo
De modo que eu apareço e venho me juntar a eles
Venho de trás, agarro tua boceta
Que umedece à medida que eu aumento a pressão

Faça percorrer minha boca ao longo de tua coxa
E então, volto para o meio, tiro tua calcinha
Para deixar aparecer teus dois lábios rosados
Sugo alternadamente, é bom dar uma mudada

Em seguida, no teu clitóris, que eu absorvo por inteiro em um gesto
E inspiro, esvaziando o ar que o rodeia, para arregaçá-lo, friccionando-o com a ponta da minha língua contraída
Então, me lambe o dedo, descrevendo alguns círculos em teu ânus invejoso
Destas preliminares

E quando se fazem ouvir os primeiros gemidos
Quando teus quadris tremem de todos esses movimentos
Eu saco o meu pau e o enfio, sem esforço
Antes que não se acabassem esses tremores brutais
Então tu agarras os cabelos em um beijo lânguido
Sobre o qual tu te agitas, ao ritmo da minha pica

Os arrancos frenéticos do teu passo em chamas
Enfraquecem-se como ondas se espatifando em rochas

Todo o teu corpo espasmo
É como a tempestade que ruge lá fora
E bate a mesma raiva daqueles amantes
Lugares insólidos se relacionando ao momento onde nossas relações se agitam

Aposto que, hoje, eles devem ser numerosos
Bufando-se como cavalos por toda parte, em qualquer lugar
Há pelo ar muito feromônio
Que são necessários para construir o reino das amazonas
E em suas casas, em um belo dia, eu serei prisioneiro
Descarregando a cada dia, mais do que é dado.


"Galant(es?)", por Encre
Tradução em Português Brasileiro

Le gars de l'autobus

Hier, quand je t'ai vu bien sous le ciel d’hypnose et sur la terre mouillé du beau horizon, j'ai senti un haut dégrée d’inquiétude que j'ai jamais senti auparavant. Désormais, tout qui était proche de moi s'ai coloré de gris et tu, seulement tu, t'as couvrit des plus vibrantes couleurs et de particules d'or.
La fille qui était avec moi ne s’arrêtait pas de parler des merdes à propos de son petit ami, de ses métiers et des images qu'elle était en train de recevoir sur le Snapchat. Bien, tout que j'ai pu voir a été le noms de tes amis sur le facebook en ton portable, et que tu parlais avec un personne de nom chinois (j'ai lu, mais maintenant je l'oublie, c'était quelque chose comme Kin Ji Won, un(e) vrai(e) con(ne)).
Maintenant je te cherche pour tout les endroits de l'Internet, bien comme pour cette petite ville (en train de me demander le pourquoi de tu habiter ici). Je vois ça comme un geste réel de chance que la vie m'a donné pour briser tout l'ennui que je sentait.
Baise lui, le(a) chinoise(a).
Tu le(a) disais en anglais qu'il toujours serait avec lui, alors il/elle a dit quelque chose en chinois de merde et tu as dit "kkkkk I need a translator".
 Dis-moi: comment cette relation peut se sustenter?
Particulièrement, je pense que vos anglais n'étaient pas assez bon pour parler de choses que seulement deux personnes qui s'aiment peuvent parler. Par exemple, parler sur une problème à la fac; le professeur m'a donné un 7,0 même moi ayant présenté un vrai bon travail et qu'il même m'ai aidé a construire tout. Je te telefonerais, mon gars, et te raconterais, en colère, tout et après t'inviterais pour nous promener dans n'importe qui place. Le possible dialogue parmi ces deux amants-là, un(e) du Brésil et l'autre de la Chine, serait seulement comme "Je suis baisé en Projet Architectonique, nous pouvons nous voir ce soir sur le skype?", ou "J'ai aimé la soirée qui s'est passé, ton ching-chong est grandi ou ça a été effet de la webcam, haha?" ou même "Je t'aime et je serais toujours avec toi, mon amour".
Il n'y a pas de vraies émotions. Je le sais ça.