Homens-demônios

Já nascem contaminados os olhos dos meninos que olham encucados para todos os lados.
São os demônios do grupo e disso se faz muito bem alarde convencionais.
Não unicamente grandes instituições que se sustentam sobre ideais conservadores, mas os pequenos grupos, esses tão bem mesclados entre gritos juvenis de falsa liberdade e revolução.
Não são aceitos, são doentios. Os seus prazeres estão direta e indiretamente na morte e tudo o que depois dela vem. A vida e a materialidade não os basta; são bastante susceptíveis ao torpor químico e a tudo que os transporta para outras condições se não a humana.
O homem-demônio é fascinado pelo poder porque o seu maior objetivo com tal coisa é ser responsável pela destruição de tudo; como uma criança que quebra todos seus brinquedos.
A atividade de ser lhes limita e lhes possibilita, e tão bem o sabem como a abraçam no sentido continuar usufruindo do prazer mórbido que a demonidade lhes proporciona.
São vítimas de uma complexa operação teste; se tudo é luz e fogo, são os querem que tudo se exploda que são mais evoluídos em consciência, a contrário do que exalta a moral.