Galanteador(as?)

Tuas curvas delicadas seduz os transeuntes
Que se protuberam, inúmeros pretendentes
O espinho contundente, as calçadas fluidas
Uma multidão de pinto duro, ornamento compulsivo

Digas-me como te dizer
Que, no fundo, eu adoraria quebrar
Aqueles que te atrapalham
De vê-los esporrar

Um a um, em sequência, ou até mesmo todos de coração
Para o maior prazer daquela que se morre

Sem obrigações notáveis, tu já viste
Capturá-las uma a uma no meio da rua?

Em comparação com as expectativas, a aquelas mesmas pessoas
Que se acusa de reverberar suas suntuosas produções

Conte-me ainda, como, no metrô, observando um velho perverso,
Tu imediatamente ficas molhada,
Conte-me ainda como tu masturbas estes dois jovens viajantes, na igreja do quarteirão

Meu deus, se eu soubesse, eu precisava um pouco daquilo
De modo que eu apareço e venho me juntar a eles
Venho de trás, agarro tua boceta
Que umedece à medida que eu aumento a pressão

Faça percorrer minha boca ao longo de tua coxa
E então, volto para o meio, tiro tua calcinha
Para deixar aparecer teus dois lábios rosados
Sugo alternadamente, é bom dar uma mudada

Em seguida, no teu clitóris, que eu absorvo por inteiro em um gesto
E inspiro, esvaziando o ar que o rodeia, para arregaçá-lo, friccionando-o com a ponta da minha língua contraída
Então, me lambe o dedo, descrevendo alguns círculos em teu ânus invejoso
Destas preliminares

E quando se fazem ouvir os primeiros gemidos
Quando teus quadris tremem de todos esses movimentos
Eu saco o meu pau e o enfio, sem esforço
Antes que não se acabassem esses tremores brutais
Então tu agarras os cabelos em um beijo lânguido
Sobre o qual tu te agitas, ao ritmo da minha pica

Os arrancos frenéticos do teu passo em chamas
Enfraquecem-se como ondas se espatifando em rochas

Todo o teu corpo espasmo
É como a tempestade que ruge lá fora
E bate a mesma raiva daqueles amantes
Lugares insólidos se relacionando ao momento onde nossas relações se agitam

Aposto que, hoje, eles devem ser numerosos
Bufando-se como cavalos por toda parte, em qualquer lugar
Há pelo ar muito feromônio
Que são necessários para construir o reino das amazonas
E em suas casas, em um belo dia, eu serei prisioneiro
Descarregando a cada dia, mais do que é dado.


"Galant(es?)", por Encre
Tradução em Português Brasileiro