Hoje eu te escrevo para dizer que tenho saudades.
Que a praia que nos encontramos naquele dia nos espera.
Que no rancho da minha vó, em Minas, ainda tem aquele balanço que um dia a gente caiu.
E riu.
E gargalhou.
Hoje eu te escrevo para falar do cheiro da tua pele.
Cheiro de nada.
Cheiro de pele.
Mas tua pele.
Hoje eu te escrevo porque sinto frio.
E saudades do teu cabelo na minha cara. E de como me agoniava.
Das tuas frases de praxe.
Das tuas camisetas de algodão.
Hoje eu te escrevo para dizer que nunca mais comi macarrão instantâneo da mesma forma depois daquele dia na sua casa.