Minhas pupilas estão dilatadas
Mas não é o que tu estás pensando
É apenas a luz queimando minha retina
Justiça a esses olhos contaminados
Avelãs sujeitas às presas
A dor vive no meu peito
Raiz de lágrimas amargas
Rimbaud de virgens e de mães
Desgosto para as de meia-idade, eu lavo
O meu país interior, um naufrágio,
Com Diamante e a luz do Marlboro
E de café preto e de pós brancos
Das folhas amarelas que se espalham
Pelos meus pés, eu as observo de cima
Elas persistem
Ele ama Tarkovski e Truffaut
Mas prefere Godard
E filmes sombrios
Ele fala umas coisas sobre Sade,
Eu espero que ele me fará sofrer
E, portanto, poderemos ficar juntos
Esta escrita é esmagadora e
Uma horrível dissolução de rimas
Eu quero fugir para os prados
Impedir-me seria um crime
Tu ficarias melhor
Se tu me deixasses
Recuso-me de parar de largar tudo
A escola me tomou muito tempo
Eu preciso foder
Deitar-me e pairar
Em esperança de que os velhos estúpidos
Com seus talões de cheques
Estrangulem-se