Aquele homem que encontraram no subsolo de Bangladesh.
Aquele homem.
Aquele homem que andava nu.
Aquele que surgiu da relva (e voltou a ela).
Aquele que possuía um raio de urânio na palma das mãos.
Aquele.
Aquele homem que andou três léguas marinhas.
Aquele homem que regeu a diáspora.
Aquele que salvou um menino do “touro bravo”.
Aquele; curou dois cegos.
Aquele homem que se deita na tundra e fala com os pássaros.
Aquele homem que acaricia os tigres e corre com os rinocerontes.
Aquele que bebe o chá do samovar de tório.
Aquele. Da falácia, do sofismo. Ressuscitou as oito vezes que morreu.
Aquele homem morreu uma nona vez e não quis voltar.
Deixou uma lágrima cristalina que acalentou toda a terra.
O tempo se encarregou de desfazer suas cadeias carbônicas.
Aquele homem penetrou no solo de olhos fechados.
E ninguém nunca mais ouviu falar d’Ele.